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Patos e Marrecos

| Marreco, Pato | 3 de setembro de 2012

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Deles até as penas se aproveitam.
A criação de patos e marrecos, em escala doméstica, pode ser desenvolvida em pequenas áreas e não exige grandes investimentos em instalações, alimentação e mão de obra.

Essas aves crescem rapidamente e são de grande utilidade, pois delas aproveita-se tudo: penas , carne e ovos. Além disso a consorciação com outros animais – coelhos e peixes, por exemplo – tem apresentado bons resultados.

Os gastos com alimentação das aves são bastante reduzidos quando se mistura à sua ração esterco de coelho, previamente peneirado e desidratado e devidamente tratado.

Na piscicultura, os dejetos dos patos e marrecos, colocados na água, favorece a formação de microorganismos muito importantes na alimentação dos peixes. Com isso, gasta-se menos ração e, em conseqüência, a piscicultura torna-se mais econômica.

Entre as quinze variedades de marrecos, reconhecidas as mais comuns são: Mallard, Cayuga, Aylesbury, entre os Patos existem as variedades Muscovy, Alemão gigante, doméstico.

O manejo das criações de patos e marrecos são semelhantes, mas eles não devem ser criados juntos. É que essas aves cruzam-se com facilidade e corre-se o risco de produzir o paturi animal híbrido e estéril, que serve somente para o abate.

Patos e marrecos podem ser criados ao ar livre ou em cercados comuns. Esses cercados devem ter um abrigo para a proteção das aves, ninhos , comedouros e, se possível, um pequeno tanque com 40 cm, de profundidade e área de depósito de água. Segundo os especialistas, os índices de fertilidade das aves aumentam quando tem água à disposição. O tanque dispensa ainda a instalação de bebedouros, exceto quando há necessidade de colocar medicamentos na água.

No caso de o cercado ser construído em terreno acidentado, é aconselhável cortar as penas guias de uma das asas do pato, aos 4 ou 5 meses de idade, para que não levantem vôo.

Essa operação deve ser mantida anualmente, sempre após o período de muda das penas.

Na criação em cativeiro, é necessário um local adequado para as aves fazerem os ninhos. Por exemplo, casinhas de madeira ou de alvenaria, cestos de palha ou até mesmo pneus velhos recheados de palha seca. A pata costuma procurar esses locais abrigados, ao passo que a marreca, menos cuidadosa, realiza a postura em qualquer lugar do cercado.
O pato desenvolve-se muito mais rapidamente do que a pata. A fêmea adulta atinge metade do peso do macho,em média de 3 a 3m5kg . Além disso, no pato, o formato da cabeça e a pele grossa , que forma uma espécie de máscara em cima do bico e em volta dos olhos, são mais acentuados e podem ajudar a diferenciar os sexos.

Entre os marrecos, até os 2 meses de idade, o macho quase não emite sons. Já a fêmea grasna com intensidade. Quando adulto, o macho geralmente apresenta uma pena enrolada para cima, na cauda. Se machos e fêmeas ficam sempre juntos, é certo o acasalamento, e por isso, se se deseja o aperfeiçoamento da raça, as aves destinadas à reprodução precisam ser selecionadas e isoladas. Essa seleção é conveniente e deverão ser escolhidas as aves mais sadias, ágeis e que não tenham defeitos, com asas torcidas ou bicos pequenos.

Entre os 7 e 8 meses , as patas e as marrecas iniciam a reprodução, e os acasalamentos são feitos com um macho para seis fêmeas, geralmente com bons resultados de fecundação.

Na pata, registram-se duas a três posturas anuais, com cerca de quinze a vinte ovos por ninhada.

A marreca de Pekin põe ovos o ano inteiro, só parando nas épocas de muda, sua média anual de postura gira em torno de 220 ovos. Mas, para que a marreca atinja esse desempenho, deve ser alimentada com rações balanceadas. Se as refeições se restringirem a restos de comida e um pouco de milho, sua postura diminui cerca de 50%.

A incubação de patos e marrecos dura de 28 a 30 dias, enquanto as patas são boas e dedicadas mães, as marrecas não costumam chocar os ovos (Pekin), deixando a tarefa para patas, peruas ou galinhas em criações maiores de marrecos, pode-se recorrer à incubação artificial. Os ovos destinados à incubação artificial ou com amas precisam ser conservados em local seco e fresco, sempre com o pólo mais fino voltado para baixo. Como a melhor fase de postura das aves é na primavera. Aconselha-se aproveitar para incubação os ovos dessa época. Ovos com defeitos externos e com mais de dez dias da data de postura devem ser eliminados (usar na culinária – bolos, pães etc).

Na incubação natural, depois do nascimento dos filhotes a pata leva-os a passear e eles se alimentam, à beira d’ água, de larvas, algas, brotos de grama e capim. Quando a incubação é artificial, ou quando não se quer que os patinhos sejam criados pela mãe ou os marrequinhos, pelas amas, colocam-se os filhotes em criadeiras para que recebem calor adequado com aquecimento e depois, para o cercado onde devem ser mantidos separados dos adultos, até adquirirem maior resistência.

Patos e marrecos são pouco exigentes na alimentação. Até 40 dias os filhotes comem ração inicial acrescida de verduras picadas. Em seguida, se fornece a ração de crescimento , milho, restos de comida, trigo, aveia, farelo, cascas de legumes e verduras. A alimentação básica é sempre a mesma, mas se o criador quiser maior produção de ovos, deve utilizar ração balanceada de postura, quando as aves estiverem adultas.

Para patos reprodutores não é aconselhável dar ração o ano todo, para que não engordem muito. Fora do período de reprodução deixe-os no pasto. Quando são criados soltos e alimentados com restos de comida, os gastos diminuem.

Os palmípedes em geral são espécies rústicas e resistentes a doenças. Mesmo assim, quando criados em galinheiros fechados, é bom vaciná-los contra new castle e ministrar um vermífugo a cada 4 meses, a partir dos 4 ou 5 meses de idade. Ainda no caso de viveiros fechados, para que não sofram com excesso de umidade devem ter acesso a um local seco e ensolarado para quando estiverem fora da água.

Criar patos é ainda mais fácil do que criar galinhas. Você só não pode colocá-los em gaiolas, por causa de seus pés (patas).

Os ovos das patas são muito procurados por pessoas com anemia. Com eles faça o seguinte fortificante: deixe , à noite, três ovos de pata ou marreca lavados, de molho no suco de limão, no dia seguinte, coloque-os no liquidificador com casca e tudo. Junte uma lata de leite condensado e um frasco de biotônico. Tomar um cálice por dia. Esse fortificante é também muito usado para crianças com falta de apetite.

Os patos são aves resistentes, rústicas, que adoecem pouco. A criação é fácil e as fêmeas são ótimas chocadeiras e criadeiras. Elas criam bem os filhotes, defendendo-os de animais em geral. A criação pode ser feita em pequenas áreas, em sítios ou fazendas e mesmo no fundo do quintal. Os patos produzem carne de ótima qualidade, saborosa, seus ovos são maiores e mais ricos em proteínas do que os ovos de galinhas e encontram grande aceitação no mercado, atingindo preços muito bons.
Se você pretende criar patos, comece com um macho e quatro até seis fêmeas. Para isso, basta dispor de uma área de 10 metros quadrados, com chão de terra batida. Não é necessário nenhuma construção para as aves, somente os ninhos é que devem ficar em local coberto para proteção de sol e ventos fortes e chuvas. Para comedouro, improvise com pneus velhos cortados ao meio e se puder coloque num canto uma caixa de concreto ou uma bacia grande, para o banho das aves.

Existem três variedades de patos: a branca (alemão), a preta com uma faixa na as , Muskovi, e a cinza ou azulega. Existem ainda os patos vermelhos (marrons). Difíceis de serem encontrados. Existem ainda os patos manchados de branco e preto ou cinza com branco, resultado de cruzamentos aleatórios; considerados como patos comuns ou caipiras.

No início da criação, escolha de preferência, aves de uma só variedade (cor), caso contrário, a mistura será grande , originando aves de colorido muito variado e indefinido, desvalorizando a ave se você colocar várias patas para chocar no mesmo dia, cerca de 12 a 15 ovos por ave, depois de nascidos você pode transferir todos os filhotes para uma ou duas patas, ficando as outras liberadas para reiniciar postura, o mesmo pode ser feito com as marrecas que chocam.

Os patos ou marrecos que se destinam ao abate devem ser alimentados com ração de engorda e abatidos entre 2 e 3 meses de idade com peso de 2,5 a 3kg depois de limpos.

Apesar de raras, eventualmente podem aparecer algumas doenças na criação. A mais comum é o “descadeiramento” provocado pela falta de vitaminas na alimentação e caracterizado pela atrofia das pernas. Para prevenir a doença use uma alimentação balanceada e rica em vitaminas. As vezes os patos e marrecos têm diarréia, acompanhada de hemorragia intestinal. Alguns criadores costumam usar 100 gramas de borra e café , misturada com 10 litros de água, apesar de seu um remédio caseiro, sem nenhum fundamento científico, costuma dar bons resultados.

fonte: ABC AVES – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE AVES

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PATO – Como Criar

| Como Criar, Pato | 2 de agosto de 2012

Fácil e barato
A ave é rústica, não há necessidade de equipamentos especiais, o tempo de retorno é curto e pode-se dobrar o investimento em um ano

Os patos não exigem muito espaço, acomodam-se tanto em lugares secos quanto úmidos, comem qualquer tipo de alimento e dificilmente ficam doentes. Quem tem experiência na atividade diz que em um ano é possível conseguir o retorno dobrado do investimento inicial.

Saborosa, a carne de pato tem oferta menor que a demanda e os ovos são nutritivos, fortificantes e ricos em proteínas, atributos valorizados no mercado interno.

As penas também são produto de consumo, indicadas para produtores de larga escala. Empresas de confecção demandam grandes volumes para preencher edredons e travesseiros, junto com plumas de outras aves. O pato não é monogâmico e chega a acasalar com até quatro fêmeas, que se reproduzem entre sete e oito meses de idade. Elas botam, em média, quatro vezes ao ano e são capazes de chocar 15 ovos por vez, dos quais cerca de 80% chegam à eclosão. Nascem aproximadamente 50 patinhos por ano.

O ambiente aquático é o mais propício para a fecundação. É oportuno planejar um pequeno lago ou tanque com água nas instalações do cativeiro, para o bem-estar dos animais. O espaço para a criação deve ser cercado com duas paredes de tijolos ou madeiras – para quebrar o vento – e duas de tela de arame, de maneira que a dupla de muros iguais fique interligada. Dentro, construa um abrigo para colocar o ninho e proteger as aves do sol muito quente e da chuva forte.

Recomendações

Apesar das facilidades da criação dessas aves, o período de choca é o mais demorado em relação a outras espécies. Os patinhos levam cerca de 32 dias para quebrar e sair da casca do ovo. Um cuidado importante que se deve ter no início de vida dos filhotes é evitar o acesso ao ambiente aquático.
Nos primeiros 15 dias, a escassa camada de penugem que cobre a pele não é impermeável. Porém, já podem beber água e comer ração de crescimento após um dia de vida.

Os machos se desenvolvem mais rápidos do que as fêmeas e chegam a atingir o dobro do peso delas na fase adulta, com variação de três quilos a 3,5 quilos. O pato da raça gigante alemão consegue somar quatro quilos em 100 dias, enquanto a pata engorda 2,5 quilos no mesmo período.

A alimentação é diversificada. Além de ração balanceada, que colabora para o desenvolvimento, verduras e hortaliças complementam as refeições diárias. É recomendada ração de engorda às aves destinadas a abate e postura, na fase adulta, para aumentar a produção de ovos.

A consistência da carne de pato depende do período em que a ave é abatida. Ela é mais saborosa, macia e menos fibrosa se o abate ocorrer entre os primeiros 100 e 120 dias de vida, fase que o pato já cruza as asas.

Dicas e curiosidades

A casca do ovo do pato é uma excelente fonte de cálcio. Depois de torrá-la no forno e triturá-la com um pilão ou em um liquidificador, vira uma farinha que pode ser misturada com leite, sucos de frutas, gemadas e outros alimentos. É indicada para pessoas com anemia.

Aparar uma das asas uma vez por ano é a recomendação dos criadores para evitar que os patos voem para longe. A construção de um cercado alto – 2,5 metros, pelo menos (veja ilustração) – também é necessária para conter as aves no local de criação e afastar predadores.

Raças e características
As raças mais comuns de patos no Brasil utilizadas para pequenas criações são o doméstico, popularmente conhecido como caipira, o europeu moscovy e o gigante alemão, de cor branca. Há aqueles que são protegidos pelo Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e, por isso, precisam da autorização da instituição para a criação em cativeiro. São patos selvagens nativos da fauna brasileira, como o carina moschata, preto com a parte de baixo da asa branca, carúncula negra e bico preto com risco branco, e o putrião (acima), com as costas verdes, peito branco com pontos pretos e bico coberto com uma carúncula parecida com um chifre de rinoceronte, que se enrijece em períodos de reprodução.

Investimentos
Investimento - 410 reais para uma família com um macho e quatro fêmeas
Instalações - 300 reais
Preço dos animais - 20 reais cada fêmea e 30 reais o macho
Capital de giro - 40 reais
Ração - 25 reais
Tempo de retorno - um ano
Área - 20 metros quadrados
Construção – sarrafos de madeira, telhas de barro ou de amianto, tela de arame
Reprodução - em média, 15 ovos quatro vezes por ano com 80% de eclosão
Clima - adapta-se a qualquer clima
Doenças comuns - verminose
Tratos veterinários - aplicação de vermífugo duas vezes por ano, no começo e no fim da postura
Gastos com veterinário - raramente

fonte: revistagloborural.globo.com

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