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Galinha Caipira – Como Criar

| Como Criar, Galinha/Galo | 12 de agosto de 2012

Conheça as alternativas que promovem lucro aos produtores

galinha caipiraA galinha caipira pode ser criada de várias maneiras possíveis, desde a criação de subsistência até a comercial com fins lucrativos. Neste texto, será apresentado o sistema semi-confinado padrão Label-Rouge, que também serve como referência para a criação de fundo de quintal.

Os produtores que desejam ter uma criação de fundo de quintal, mas que seja produtiva, devem obter galinhas caipiras com um bom galo de raça (Plymout Rock Barrada, New Hampshire ou Rhodes). Juntos, as caipiras e o galo certamente farão o galinheiro funcionar, facilitando o manejo.

O ideal seria inicialmente dez frangas no início de postura com sete meses para um galo já adulto de 1 a 2 anos de idade. Para os criadores mais experientes a raça do galo pode ser qualquer uma das três, de dupla aptdão puros, dando preferência aos altos, com pernas compridas, canelas grossas, peito largo e olhos muito vivos. Quantos às caipiras, recomenda-se não comprar de um mesmo criador, a fim de garantir a variedade na produção e evitar doenças consanguíneas.

Avicultura alternativa
Uma outra forma de criação é a profissional, conhecida como avicultura alternativa, onde o criador inicialmente comprará os pintinhos já sexados, com a finalidade de engorda e abate ou de fazer seu próprio plantel com incubadoras artificial. Se o produtor comprar a linhagem label-rouge, paraíso pedrês ou outras linhagens aprovadas, deve obter galos puros das raças plymouth rock-barrada, new hampshare e rhodes. Dessa forma, o cruzamento garantirá alta produtividade.

Construção do galpão
Uma das inúmeras diferenças do frango caipira brasileiro para o frango de corte tradicional é que pode ser criado solto, confinado ou mesmo semi-confinado, dependendo do interesse do criador. Partindo deste conceito, o galpão pode ser novo ou uma antiga instalação da propriedade. Todo local coberto e cercado torna-se um galpão em potencial, dependendo apenas da quantidade que se deseja criar e a que fim se destinará.

Uma boa recomendação que deve ser seguida na construção do galpão é orientar a sua cunheira no sentido leste-oeste. Dessa maneira, haverá menor incidência de sol no interior do galpão na época de calor e mais insolação nos períodos de frio. O galpão deve estar localizado em um local de fácil acesso. Outro fator importante são as cortinas de proteção contra frio e chuva, que podem ser feitas de sacos plásticos de ração, bambu, sapé, madeira e ráfia, desde que sejam seguros e permitam a passagem de luz solar para o interior do aviário. O manejo das cortinas é muito importante, pois através delas, a umidade e a temperatura interna do galpão são controladas.

Nos primeiros 10 a 15 dias de vida das aves, recomenda-se que as cortinas fiquem levantadas. Depois que as aves estão empenadas, deve-se manter as cortinas abaixadas, levantando somente nos horários frios, durante chuvas ou ventos mais fortes.

Os piquetes para pastagens das aves é recomendável, podendo ficar ao lado dos galpões. Não pode faltar sombra e água, de preferência corrente. A formação dos piquetes tem o papel fundamental nesse estilo de criação, já que a ave precisa de espaço para andar e desenvolver sua musculatura. Os capins e gramas mais usados para piquetes são os mais protéicos, como coast-cross ou tiffiton, quicuio, napier e a grama estrela africana.

O frango caipira necessita, depois de 30 dias, de dois tipos de comedouros: um para ração comercial e outro para ração alternativa. O processo de alimentação desta ave, nos primeiros dez dias segue o tradicional. Usam-se bandejas ou comedouros tubulares infantis que são gradativamente substituídos por comedouros adultos.

Manejo Físico
Um hidrante deve fornecer a primeira água a ser consumida pelas aves, que pode ser comercial ou caseiro (300g de açúcar/6 litros de água). Além disso, as aves podem ser alojadas em pinteiros ou criadas diretamente nos galpões nos círculos de eucatex com aquecedores ou campânulas de gás, resistência elétrica ou lâmpadas infra-vermelho nos primeiros trinta dias.

A partir da terceira semana, recomenda-se que as aves sejam liberadas pela manhã para um passeio, visando o desenvolvimento da musculatura, à tarde devem ser recolhidas. Um programa de iluminação é necessário para desenvolvimento sexual das aves, maior uniformidade e maior produção. Isso pode ser feito com lâmpadas de 60 watts dispostas a 2 metros da entrada do galinheiro, com 4 metros de distância uma das outras e 3 metros de altura.

Nas primeiras 8 semanas de vida da ave – luz natural; De 9 a 16 semanas – 12 horas de luz; De 17 a 18 semanas – 14 horas de luz; De 19 a 75 semanas – 17 horas de luz. A cama no galpão deve ser feita com maravalha de forma uniforme com aproximadamente oito centímetros de espessura.

Se desejar incubar os ovos, a temperatura da incubadeira deve ficar aos 38° C com umidade relativa do ar de 65% e viragem dos ovos pelo menos três vezes ao dia ou no sistema automático de 2 em 2 horas a partir do 1º ao 18º dia de incubação, sendo que o período para incubação é de 21 dias.

Os ovos devem ser limpos se estiverem sujos e só podem ser colocados na incubadeira depois de 7 dias e nunca depois do 10° dia (em condição normal de temperatura ambiente). Além disso, deve ser virado pelo menos uma vez ao dia – esse período dos 7 dias é para formação completa da câmera de ar dentro do ovo que o pintinho utilizará.

Principais procedimentos de manejo sanitário
A higienização dentro e fora do galpão, independente do seu tamanho é importantíssima, pois evita diversos problemas sanitários na criação:
• Manter os galpões sempre limpos e desinfetados a cada criada
• Deixar o galpão vazio pelo menos por 15 dias após a desinfecção
• Aplicar corretamente as vacinas e medicamentos necessários
• Evitar o trânsito de pessoas e animais ao redor do galpão
• Não guarde restos de cama do lote anterior
• Ter pedilúvios e rodolúvios em todas as entradas e saídas das instalações
• Recolher aves mortas se possível incinerá-las
• Fazer o controle de insetos e roedores nas instalações

Como proceder com a limpeza e desinfecção das instalações:
• Retirar toda a cama antiga
• Passar lança chamas em todo o chão do galpão
• Lavar o galpão com água e sabão
• Pulverizar com desinfetante (Formol 5% a 8%)
• Desinfetar todos equipamentos do galpão
• Recolher entulhos ao redor do galpão
• Manter os equipamentos em perfeito estado
• Colocar veneno de rato e inseticida (dentro do galpão “Cuidado”)
• Só liberar o galpão depois de 15 dias para nova criada.

Atenção: Consulte um veterinário para saber quais são os períodos indicados e quais substâncias devem ser utilizadas para a vacinação das aves.

fonte: SEBRAE

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Calopsitas – Como Criar

| Como Criar, Pássaros | 11 de agosto de 2012

Dóceis e fáceis de criar, essas aves australianas podem imitar a voz humana, têm variadas cores, aparência exótica e são muito procuradas como animais de estimação

calopsitaUm topete de dar inveja a Elvis Presley é a marca registrada das calopsitas (Nymphicus hollandicus), pássaros que vêm conquistando crianças e adultos com sua beleza exótica e afetuosidade. Quando separadas dos pais e criadas na mão, elas tornam-se mansas e boas companheiras, feito cachorrinhos de estimação que acompanham o dono pela casa em todas as atividades domésticas.

A calopsita é uma ave dócil, amigável e fácil de criar. Domesticada, gosta de carinho e chega a ficar nos ombros e nos dedos das pessoas. Ela não é barulhenta, mas assobia e, se treinada, pode imitar a voz humana. Natural da Austrália, país localizado no Hemisfério Sul como o Brasil, a ave se adaptou bem às condições climáticas da América do Sul, desde a sua chegada aqui na década de 1970.

Na natureza são encontradas calopsitas com o corpo cinza e com a borda das asas brancas. No macho, a crista ereta e a cabeça são de amarelo intenso e, na fêmea, prevalece o cinza com nuances amareladas no topete. Ambos possuem uma área circular vermelha nas laterais das faces (parecem “bochechas”), com tom mais suave entre as fêmeas. Na cauda, elas também se diferenciam com amarelo e preto intercalados na parte inferior, enquanto nos machos a cauda é totalmente negra.

calopsitas

Naturais da Austrália, as calopsitas se adaptaram bem ao clima do Brasil

As aves da espécie começaram a se espalhar pelo mundo no final da década de 40. A introdução em outros países ocorreu com a criação do arlequim, mutação desenvolvida no estado americano da Califórnia que apresenta plumagem branca com áreas de cor cinza. No entanto, essas cores originais deram lugar a variadas tonalidades e padrões, a partir de cruzamentos em cativeiros. Além do arlequim, as variedades mais comuns incluem o lutino (branco com extremidades amarelas), branco, canela, pérola, cara-branca e albino.

As calopsitas têm média de 30 centímetros de comprimento e pesam de 80 a 150 gramas. Pertencem à família Cacatuidae (a mesma das cacatuas), da ordem dos Psitacídeos, que engloba mais de 300 espécies como araras, papagaios e periquitos.

Além de apresentarem resistência a doenças e longevidade – podem viver cerca de 20 anos em cativeiro -, esses pássaros têm baixo custo de criação. Comem pouco e têm preços inferiores aos de outras aves da mesma odem.

RAIO X
Custo: de 40 a 100 reais o exemplar
Criação: no mínimo cinco casais
Investimento: 1.540 reais para iniciar
Retorno: cerca de um ano
Reprodução: a partir de dez meses de idade

MÃOS À OBRA
Início – A boa saúde e a docilidade da calopsita dependem do ambiente onde ela cresce. Portanto, a regra número um para iniciar a criação é adquirir exemplares em locais com boas referências. Cada ave custa de 40 a 100 reais, podendo ser vendida até pelo dobro do preço quando domesticada.
Ambiente – Comece com cinco ou mais casais para as primeiras experiências. As calopsitas vivem bem em pares, em gaiolas de arame galvanizado de 80 x 40 x 50 centímetros (preço médio de 80 reais), ou em colônias. Um viveiro de 3 x 3 x 2,5 metros acomoda 15 casais e custa cerca de 500 reais. Levante duas paredes transversais de alvenaria e duas de telas. Cubra metade da instalação também com tela e a outra metade com telhas de barro.

Equipamentos – Dentro das gaiolas, disponibilize bebedouros e comedouros de barro, além de poleiros para as aves se divertirem. O ninho de madeira, com 30 x 18 x 18 centímetros, pode ser fixado no alto e na posição horizontal. Com esses equipamentos, serão gastos 100 reais.

Reprodução – A fase de acasalamento ocorre a partir dos dez meses de idade. Após a fecundação, as aves levam cerca de dez dias para realizar a postura. As fêmeas botam dia sim, dia não, de três a seis ovos por postura, que chega a ocorrer quatro vezes por ano. Entre 13 e 15 dias, os ovos eclodem.

Filhotes – Assim que as avezinhas empenam as asas e a cabeça, é hora de “criá-las no bico”, para torná-las mais dóceis. Separe as crias dos pais e dê às pequenas calopsitas um mingau preparado com um pó comprado em lojas especializadas e misturado com água morna. Por meio de uma seringa, injete essa papinha no bico das aves de três a quatro vezes ao dia, até que elas comecem a comer sementes, o que em geral acontece aos dois meses de idade. Uma mistura balanceada de sementes de girassol, sorgo, aveia e painço é a refeição diária das calopsitas.

Alimentação – Um casal adulto come cerca de dois quilos de ração por mês, o que vai custar cerca de cinco reais. Para complementar a alimentação, dê pão duro, que eles gostam de comer e de bicar como distração. Forneça também, de vez em quando, pedaços de espiga de milho verde e de cenoura, talos de couve e farinha de ostra, como fonte de cálcio.

Cuidados – Expostas a correntes de vento, as aves podem apresentar coriza. Faça vermifugação dos exemplares uma vez por ano.

fonte: Globo Rural

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Pavão – Como Criar

| Como Criar, Pavão | 3 de agosto de 2012

Beleza Pura

Os pavões são fáceis de criar, alcançam bons preços na hora da venda e, além de tudo, fazem muito bem aos olhos

A criação de pavões é um excelente negócio. Os custos de produção são pequenos, o manejo é fácil e a venda das aves adultas e jovens e dos ovos alcança um bom preço no mercado. Famoso pela beleza e colorido de suas penas, o pavão é criado sobretudo como ave ornamental, sendo utilizado para enfeitar chácaras, sítios e jardins. Suas penas são muito procuradas, principalmente antes do Carnaval. A carne é saborosa, embora seu consumo no Brasil ainda seja restrito.

A criação pode ser iniciada com a compra de um casal ou de um terno (um macho e duas fêmeas). Procure um criador confiável e estabelecido no mercado para garantir que as aves sejam saudáveis. Em geral, os pavões começam a ser comercializados com um ano ou um ano e meio de vida, pois antes disso é difícil distinguir o sexo. Nessa fase, as aves podem ser compradas a partir de 300 reais.

Os pavões são originários da Índia. As espécies mais conhecidas são o pavão-azul-real, pavão-bran- co, pavão-ombros-negros e o pavão-verde-de-java, o mais procurado e valioso, chegando a custar mil reais. O pavão-arlequim é resultado do cruzamento do branco com o azul-real.

Normalmente, os pavões são dóceis com o criador, mas podem ser agressivos se o manejo não for adequado. Como são grandes, precisam de espaço; a cauda aberta dos machos pode chegar a 2,5 metros de diâmetro. Outra exigência é um poleiro, pois gostam de dormir no alto. Aves adultas são rústicas e resistentes, mas os filhotes são frágeis, sensíveis à umidade, frio e verminoses.

Os machos atingem a maturidade sexual aos dois anos e meio, quando a cauda está totalmente formada. O acasalamento ocorre no início da primavera e o ciclo de postura é dividido em duas ou três vezes; em cada período, botam dez ovos.

Investimentos – Quanto mais novo, mais barato

O preço dos pavões varia com a idade, raça e até o tamanho da cauda. Um casal de pavão-azul-real, com aves de um ano de idade, custa 300 reais e sobe para 400 reais e 500 reais com dois e três anos, respectivamente. As demais raças alcançam 450 reais, 500 reais e 600 reais, em iguais faixas etárias.

• Investimento inicial = R$ 1.560 (Um macho e Duas Fêmeas)
• Instalações = R$ 400
• Equipamentos = R$ 700 (chocadeira elétrica, embora o ideal seja o uso de peruas como amas substitutas)
• Preço das aves = R$ 300 (o casal do pavão-azul-real)
• Capital de giro = R$ 90 (ração, água potável e complemento)
• Ração = R$ 70 por mês
• Tempo de retorno = mais de um ano dependendo da idade da ave no momento da compra
• Onde adquirir = a ABC Aves – Associação Brasileira dos Criadores de Raça Pura dá indicação dos criadores cadastrados
• Área necessária = 3 metros por 2 metros com, no mínimo, 2,5 metros de altura
• Construção = madeira, tela de arame e telhados
• Reprodução = em média de 80 a 90 ovos de setembro a janeiro
• Clima = quente
• Doenças comuns = coriza, bouba aviária e newcastle
• Tratos e gastos veterinários = vermífugo para os filhotes;

Instalações

Penas belas e com colorido intenso e vivo são garantidas quando as raças mantêm-se puras. Se cruzadas, podem gerar cores desbotadas e indefinidas. Como a principal finalidade é ornamentar chácaras, sítios e jardins, o resultado é perda do valor. Depois de acasalamento e reprodução os machos perdem todas penas da cauda, época que o criador pode vendê-las e aproveitar para comprar novas aves porque os preços caem neste período.

Viveiro de pavões

• Para uma família de pavões – um macho e uma fêmea -, o viveiro para criação pode ser de 1,5 metro por 2,5 metros.
• Os pavões gostam de se deitar em espaços com areia e também de comer pequenos grãos para auxiliar a digestão.
• As instalações devem contar com tela de arame no teto e nas laterais.
• Os ninhos devem ser construídos em locais suspensos. São ripados de madeira com cobertura para proteção contra chuva. A altura é de 2,5 metros.

fonte: Globo Rural

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Faisão – Como Criar

| Como Criar, Faisão | 3 de agosto de 2012

Viveiro colorido

A criação de faisão pode ser feita para fins ornamentais, venda de carnes, de ovos e até mesmo de esterco

Coleira - Raça indicada para pequenas propriedades

A natureza pintou bonitos desenhos nas penas do faisão, a ponto de as aves serem criadas com o propósito de enfeitar sítios, chácaras, casas de campo, jardins de estabelecimentos públicos e de museus. Artesãos também aproveitam a exuberância de cores das plumagens para confeccionar fantasias e adereços, que ajudam a embelezar desfiles e bailes na época do Carnaval.

Além da ornamentação, a ave proporciona carne e ovos de qualidade para quem preza uma alimentação saudável. Com baixo colesterol e pouca gordura, podem fazer parte da receita de diferentes cardápios. Até mesmo o esterco da ave é útil como fertilizante agrícola. Assim, a criação abre um leque de atividades econômicas para a escolha do produtor. O faisão vivo adulto de corte pode ser vendido a 50 reais, em média. Há também espécies difíceis de serem encontradas e, por isso, ofertadas com valores muito mais altos. O faisão dourado, que leva um longo tempo para definir a coloração das penas e somente depois de dois anos apresenta cores vibrantes, sai a 350 reais o casal.

Valorização

Amas galinhas são usadas para chocar ovos

A carne do faisão pode ser adquirida em canais de comercialização especializados, como restaurantes sofisticados e redes de supermercados que vendem produtos nobres. Na mesma categoria das exóticas, o preço do quilo da carne fica em torno de 40 reais. Os ovos, embora menores, são quase dez vezes mais caros que os da galinha, em média, 30 reais a dúzia no varejo.

Entre as raças fáceis de lidar, a coleira é a mais indicada para propriedades pequenas. É rústica, resistente e traz bons rendimentos ao avicultor, que pode contar com posturas que chegam a 100 ovos por ano.

Os faisões se alimentam à base da mesma ração que é dada às galinhas ou às codornas, quando se quer uma dose mais alta de proteína. As refeições são distribuídas três vezes ao dia e podem ser complementadas com frutas e verduras, exceto alface, que provoca diarréia. As aves não precisam de cuidados especiais para evitar doenças, a não ser duas aplicações anuais de vermífugos; uma é recomendada em julho, no período que antecede a postura, e a outra em fevereiro, antes da troca de penas.

As regiões de clima quente são ideais para o desenvolvimento dos faisões. Ao completar um ano de vida, já atingiram a maturidade sexual e podem se acasalar. A reprodução é concentrada entre os meses de agosto e de janeiro. Como são selvagens, as fêmeas sentem dificuldades para chocar em cativeiro. A galinha caipira e a garnizé são opções como amas; há também a possibilidade de utilização de uma chocadeira, que dá conta de manter os ovos aquecidos até a eclosão, quando os faisõezinhos são transferidos para criadeiras por 40 a 60 dias, até empenarem.

Apesar da beleza visual, os faisões também têm um lado agressivo e apresentam estresse na rotina dos criatórios. Os primeiros meses são os mais complicados, período em que as aves passam por uma fase de canibalismo e precisam de mais espaços para se acomodar. Quando atingem a idade adulta, a domesticação fica mais fácil, mas ainda sob intensa dedicação do produtor. Recomenda-se a separação de um macho por viveiro, assim que for possível identificar os sexos, por volta dos três meses. Esse procedimento deve ser realizado especialmente em julho, pouco antes de iniciar o período de reprodução, para evitar brigas entre os faisões na disputa pelas fêmeas.

Investimentos

O criador de faisão pode baratear o empreendimento com peças seminovas e abatimento no preço das aves. Os indicadores básicos são esses:

Investimento - 1.200 reais na compra de um macho e duas fêmeas
Equipamentos - 900 reais
Instalações - 150 reais
Preço dos animais - 150 reais
Capital de giro - 120 reais
Ração – 40 reais
Tempo de retorno - um ano
Onde adquirir - a Associação dos Criadores de Raça Pura indica criadores cadastrados
Área necessária - 1,5 metro por dois metros
Construção - madeira, sarrafos, telhas
Reprodução - 100 ovos por ano
Clima - quente
Doenças comuns - coriza, bouba aviária, newcastle e verminose
Gastos com veterinário - vacina a partir de três dias e vermífugo duas vezes por ano; as vacinas podem ser dadas pelo criador

Raças e características

Vindos da Ásia, os faisões passaram por vários cruzamentos que originaram mais de 100 espécies no mercado brasileiro. Entre as ornamentais estão lady, dourado, canário, nepal, prateado e swinhoe. As aves de corte incluem coleira, versicolor, jumbo white e buff.

Os faisões ficam estressados facilmente. Movimentos agitados e a aproximação de pessoas provocam irritação, o que desencadeia a agressividade nas aves. É necessário espaço amplo para evitar que os faisões fiquem muito próximos uns dos outros e para as caudas balançarem à vontade.

fonte: Globo Rural

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Ema – Como Criar

| Como Criar, Ema | 2 de agosto de 2012

As penas da ema são aproveitadas tanto na época do Carnaval, para a confecção de fantasias e adereços, quanto no mercado de espanadores. Sua propriedade anti- estática faz dela um produto procurado para a limpeza de componentes na indústria eletrônica e automobilística. O couro é matéria-prima para artigos nobres. Até a gordura, com propriedade de grande absorção, é aproveitada por empresas de mecânica de alta precisão, cosmética e farmacêutica.

PIQUETES cobertos são ideais; Por dia, as aves consomem meio quilo de ração

Entre as vantagens no manejo estão a rusticidade e a baixa mortalidade. A ema exige poucos cuidados nos tratos diários, sem ocupar muito espaço. Em uma área de pastagem para uma vaca, é possível criar uma colônia composta de seis fêmeas e quatro machos.

A alimentação é simples, constituída de vegetais além de roedores e serpentes. Pastagens e ração comercial, ou misturas que podem ser feitas no local, formam a dieta. As aves gostam de capim, cana, milho, mandioca, abóbora, pequi, soja e outras frutas e leguminosas.

Raças e características
• De porte grande, com olhos e narinas bem acima na cabeça e pata com três dedos, a ema (Rhea americana) pode medir até 1,80 metro de altura.
• O macho pesa em média 45 quilos e a fêmea, 40 quilos. São diurnas, vivem em grupos e habitam locais planos, campos, cerrados e pastagens.
• As aves são diferenciadas pelas regiões de origem. No Rio Grande do Sul são robustas e compactas, com bom rendimento de carcaça. No Centro-Oeste são encontradas as mais altas e delgadas.
• A ema faz parte do grupo conhecido como ratitas, caracterizadas como aves corredoras, chegam à velocidade de 60 km por hora, mas não voam.

Mãos à obra
• Antes de iniciar a criação de emas legalize a atividade no Ibama.
• As regiões com curtos períodos de chuvas são as mais indicadas. Escolha a área mais plana, em solo com boa drenagem.
• Fixe as cercas dos piquetes com 1,70 metro de altura. Opte pelas de arame liso e ovalado, com 10 a 16 fios e espaçamento entre 10 e 15 centímetros entre os fios.
• Para baixar custos, compre animais adultos. Embora mais caros, evitam a necessidade de investimento em equipamentos e em instalações de incubação e berçário.
• As emas são criadas em pasto ou em piquetes cobertos com gramíneas e leguminosas. Parte do abrigo deve ser coberta com telhas de barro e chão cimentado.
• O local pode ser de alvenaria ou telado. A ave precisa de 500 metros quadrados.
• Com 35 quilos, aos 12 meses, as aves estão prontas para o abate. É quando atingem a maturidade sexual; elas se reproduzem no segundo ano.

Investimentos
As instalações dos piquetes e de um pequeno curral podem encarecer o início do projeto. Os custos de materiais, como tela, mourões e tijolos para alvenaria são caros, mas têm como ser substituídos por outros mais baratos. Erga, por exemplo, cerca de bambus retos e bem-tratados em vez de comprar telas. Reduza o volume de ração com a oferta de outros alimentos. As emas gostam de misturas à base de milho, soja, fubá, além de verduras, frutas e leguminosas.
Investimento - 4.800 reais para duas fêmeas e um macho.
Equipamentos - 400 reais.
Instalações - 2.600 reais.
Preço - entre 500 e 600 o exemplar. adulto e 250 reais o filhote.
Capital de giro - 80 reais.
Ração - 30 a 40 centavos de reais o quilo (ave adulta come meio quilo por dia).
Tempo de retorno - 2 anos.
Área - 2,5 metros quadrados.
Construção - mourões, fios de arame, tela, grampos de cerca, tijolos, telhas de barro.
Reprodução - em média 25 ovos por postura (vingam cerca de 18 filhotes).
Clima - suporta diversos climas, da caatinga à campanha gaúcha.
Doenças comuns - bouba aviária, marek e newcastle.
Gastos veterinários - vermifugação duas vezes por ano e vacinação somente em caso de algum tipo de surto de doenças na região onde está o criatório.

fonte: revistagloborural.globo.com

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Avestruz – Como Criar

| Avestruz, Como Criar | 2 de agosto de 2012

Baixo custo das instalações e oferta variada de produtos mantêm a ave como um bom investimento

Sem habilidade para voar, apesar de ser uma ave, o avestruz (Struthio camelus australis) tem toda a força concentrada nas pernas, para dar arrancadas quando precisa. É também nas coxas onde está boa parte da carne tenra da ave, produto que vem dando mais impulso à criação nos últimos tempos, com venda para abate em frigorífico.

Semelhante no sabor e na textura à proteína bovina, a carne de avestruz ainda contém baixos teores de gordura e colesterol, informações que estão ganhando peso na hora das refeições e das compras de alimentos. Com um ano de idade, a ave está pronta para o abate e tem capacidade para produzir de 30 a 40 quilos de carne sem osso. Mas é na obtenção de outros subprodutos que a criação da ave tem ganhado maior apelo comercial.

Além da carne magra, o avestruz também oferece outras mercadorias que têm apelo comercial. As plumas, que rendem de um a dois quilos por animal, podem ser usadas no polimento na indústria automobilística, em espanadores e como adorno em ambientes e roupas. O Carnaval é uma época em que as vendas aumentam, graças à maior procura pelas plumas para aplicação em fantasias.

O couro do avestruz tem boa aceitação no mercado internacional. Em países europeus, a peça de 1,2 a 1,5 metro quadrado do material cru alcança preços entre US$ 200 e US$ 300 e os do tratado de US$ 500 a US$ 600. O couro da ave também pode substituir peles de répteis, como crocodilo e cobra.

Nutritivos, grandes e com pesos que variam entre 1,2 e 1,8 quilo, os ovos de avestruz ainda não contam com um comércio estabelecido. Atualmente, são mais utilizados na formação de plantéis reprodutores, que tem um negócio lucrativo na venda de matrizes. Mas a casca resistente e porosa pode ser aproveitada para fazer objetos decorativos, como porta-moedas e porta-joias. Do animal ainda podem ser aproveitados a gordura, para a preparação de cremes e pomadas; os cílios, para a confecção de cílios postiços, e a carcaça, para a composição de rações. Originário da África, o avestruz possui cinco subespécies diferentes. Entre as mais conhecidas, estão a black neck (pescoço negro), resultado da seleção empírica feita pelos sul-africanos ao longo dos últimos 150 anos; e os agressivos red neck (pescoço vermelho) e blue neck (pescoço azul), que não são adequados para o convívio com pessoas. De grande porte, o animal adulto atinge de dois a 2,5 metros de altura, com peso de 100 a 150 quilos. Pode viver até os 70 anos, tendo de 20 a 40 anos de vida produtiva. Com ótima capacidade de adaptação, o avestruz suporta altas e baixas temperaturas e não exige muitas construções, estruturas ou mão de obra no manejo.

RAIO X
CRIAÇÃO MÍNIMA: dez casais para atividade comercial, com incubação de ovos

CUSTO: R$ 600 é o preço do filhote com 90 dias; matrizes custam em média R$ 2 mil

RETORNO: criação iniciada com filhotes demora cerca de três anos para começar a postura; com matrizes, o retorno é imediato

REPRODUÇÃO: gera de 50 a 60 ovos por ano

MÃOS À OBRA
INÍCIO: Forme um pequeno plantel com avestruzes adquiridos de criadores com referências e que tenham longa experiência na atividade. Observe se os animais apresentam bom aspecto, livre de defeitos físicos.
ESTRUTURA: Para proteger os avestruzes de sol, chuva e ventos fortes, é necessário contar com um abrigo rústico. Um galpão ocioso na propriedade, com cobertura e espaço de, pelo menos, 20 metros quadrados, pode ser adaptado para a criação. Chão de cimento facilita a movimentação dos animais e a limpeza. Piquete de terra batida ou pasto resistente ao pisoteio, em formato retangular, com os cantos a 45 º, cercado com arame liso ou tela do tipo alambrado, com 1,5 metro de altura, também é importante para o manejo das aves. O bebedouro pode ser feito de alvenaria e o comedouro de pneu ou galão de plástico cortado.
CUIDADOS: Sem papo e paladar, o avestruz come qualquer coisa, como parafusos, pregos, pedaços de madeira, pregadores de roupas e outros materiais que estiverem a seu alcance. Por isso, deve-se ter muito cuidado para manter o local de criação sempre limpo. Alguns materiais pontiagudos podem causar perfuração digestiva, o que pode ser fatal para a ave.
ALIMENTAÇÃO: Forneça ração desintegrada até os três meses de idade e, em seguida, passe para a raça peletizada, com 20 a 22% de proteína composta de milho, farelo de soja, farelo de trigo, cálcio, fósforo e vitaminas. O pasto como alimento deve ser introduzido aos poucos e somente depois de completar um mês de vida. Nos três primeiros meses, a ração pode ser servida à vontade e o pasto duas vezes ao dia. A partir do quarto mês, use uma parte de ração para duas a três partes de pasto verde para complementar a alimentação. Disponibilize água limpa e fresca.
REPRODUÇÃO: A partir dos dois anos de idade, o avestruz inicia a postura, que pode se estender por 20 a 30 anos. Em média, a fêmea gera de 50 a 60 ovos por ano, porém, há aves que conseguem botar uma centena de ovos por temporada reprodutiva – no período da primavera, dependendo da região. Os ovos são gerados a cada 48 horas e, depois de colocadas de oito a dez unidades, a fêmea para por alguns dias com a intenção de se recuperar e, então, recomeça a reprodução. Faça um ninho na área coberta do piquete e acomode um ovo de madeira para estimular a postura do avestruz. Depois de coletados, os ovos precisam ser desinfetados e armazenados em ambiente limpo e com temperatura entre 18 e 20 ºC. Se for um ovo embrionário, levam-se de dois a três dias para a eclosão e mais 48 horas para o filhote conseguir se livrar das cascas. Em seguida, mantenha-o por mais de três horas na chocadeira.

fonte: revistagloborural.globo.com

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PATO – Como Criar

| Como Criar, Pato | 2 de agosto de 2012

Fácil e barato
A ave é rústica, não há necessidade de equipamentos especiais, o tempo de retorno é curto e pode-se dobrar o investimento em um ano

Os patos não exigem muito espaço, acomodam-se tanto em lugares secos quanto úmidos, comem qualquer tipo de alimento e dificilmente ficam doentes. Quem tem experiência na atividade diz que em um ano é possível conseguir o retorno dobrado do investimento inicial.

Saborosa, a carne de pato tem oferta menor que a demanda e os ovos são nutritivos, fortificantes e ricos em proteínas, atributos valorizados no mercado interno.

As penas também são produto de consumo, indicadas para produtores de larga escala. Empresas de confecção demandam grandes volumes para preencher edredons e travesseiros, junto com plumas de outras aves. O pato não é monogâmico e chega a acasalar com até quatro fêmeas, que se reproduzem entre sete e oito meses de idade. Elas botam, em média, quatro vezes ao ano e são capazes de chocar 15 ovos por vez, dos quais cerca de 80% chegam à eclosão. Nascem aproximadamente 50 patinhos por ano.

O ambiente aquático é o mais propício para a fecundação. É oportuno planejar um pequeno lago ou tanque com água nas instalações do cativeiro, para o bem-estar dos animais. O espaço para a criação deve ser cercado com duas paredes de tijolos ou madeiras – para quebrar o vento – e duas de tela de arame, de maneira que a dupla de muros iguais fique interligada. Dentro, construa um abrigo para colocar o ninho e proteger as aves do sol muito quente e da chuva forte.

Recomendações

Apesar das facilidades da criação dessas aves, o período de choca é o mais demorado em relação a outras espécies. Os patinhos levam cerca de 32 dias para quebrar e sair da casca do ovo. Um cuidado importante que se deve ter no início de vida dos filhotes é evitar o acesso ao ambiente aquático.
Nos primeiros 15 dias, a escassa camada de penugem que cobre a pele não é impermeável. Porém, já podem beber água e comer ração de crescimento após um dia de vida.

Os machos se desenvolvem mais rápidos do que as fêmeas e chegam a atingir o dobro do peso delas na fase adulta, com variação de três quilos a 3,5 quilos. O pato da raça gigante alemão consegue somar quatro quilos em 100 dias, enquanto a pata engorda 2,5 quilos no mesmo período.

A alimentação é diversificada. Além de ração balanceada, que colabora para o desenvolvimento, verduras e hortaliças complementam as refeições diárias. É recomendada ração de engorda às aves destinadas a abate e postura, na fase adulta, para aumentar a produção de ovos.

A consistência da carne de pato depende do período em que a ave é abatida. Ela é mais saborosa, macia e menos fibrosa se o abate ocorrer entre os primeiros 100 e 120 dias de vida, fase que o pato já cruza as asas.

Dicas e curiosidades

A casca do ovo do pato é uma excelente fonte de cálcio. Depois de torrá-la no forno e triturá-la com um pilão ou em um liquidificador, vira uma farinha que pode ser misturada com leite, sucos de frutas, gemadas e outros alimentos. É indicada para pessoas com anemia.

Aparar uma das asas uma vez por ano é a recomendação dos criadores para evitar que os patos voem para longe. A construção de um cercado alto – 2,5 metros, pelo menos (veja ilustração) – também é necessária para conter as aves no local de criação e afastar predadores.

Raças e características
As raças mais comuns de patos no Brasil utilizadas para pequenas criações são o doméstico, popularmente conhecido como caipira, o europeu moscovy e o gigante alemão, de cor branca. Há aqueles que são protegidos pelo Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e, por isso, precisam da autorização da instituição para a criação em cativeiro. São patos selvagens nativos da fauna brasileira, como o carina moschata, preto com a parte de baixo da asa branca, carúncula negra e bico preto com risco branco, e o putrião (acima), com as costas verdes, peito branco com pontos pretos e bico coberto com uma carúncula parecida com um chifre de rinoceronte, que se enrijece em períodos de reprodução.

Investimentos
Investimento - 410 reais para uma família com um macho e quatro fêmeas
Instalações - 300 reais
Preço dos animais - 20 reais cada fêmea e 30 reais o macho
Capital de giro - 40 reais
Ração - 25 reais
Tempo de retorno - um ano
Área - 20 metros quadrados
Construção – sarrafos de madeira, telhas de barro ou de amianto, tela de arame
Reprodução - em média, 15 ovos quatro vezes por ano com 80% de eclosão
Clima - adapta-se a qualquer clima
Doenças comuns - verminose
Tratos veterinários - aplicação de vermífugo duas vezes por ano, no começo e no fim da postura
Gastos com veterinário - raramente

fonte: revistagloborural.globo.com

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Marreco – Como Criar

| Como Criar, Marreco | 2 de agosto de 2012

Criação da ave é simples e rentável, e pode ser feita em locais pequenos e em qualquer região do país

MARRECOS não possuem as carúnculas (verrugas vermelhas) sobre o bico e em torno dos olhos, características dos patos

Aves aquáticas com muitas semelhanças, marrecos e patos são facilmente confundidos. Criadores experientes sabem distinguir uma espécie da outra por vários motivos, mas apontam as carúnculas (verrugas vermelhas) sobre o bico e em volta dos olhos como a característica mais visível para especificar o pato, além do fato de a ave ser mais alongada. Já os marrecos são mais compactos e definidos, o que pode facilitar a padronização dos exemplares.

Na criação doméstica, dependendo da variedade escolhida, uma diferença é o desapego das marrecas com os filhotes, particularidade que deve ser levada em conta por quem tem intenção de iniciar a prática. A falta de interesse das fêmeas pelos próprios ovos pode encarecer a atividade, caso a opção for pelo uso de chocadeiras elétricas. Uma alternativa para gastar menos é adotar amas para o período do choco. Peruas, patas e galinhas são aves que podem substituir a tarefa das verdadeiras mães.

Fora isso, a criação de marrecos é muito simples e pode ser bastante rentável para o produtor. Não há necessidade de muito espaço para lidar com as aves nem de grandes estruturas e ambientes sofisticados. Os marrecos são animais rústicos, resistentes, adaptam-se a qualquer clima e não demandam cuidados veterinários, exceto a aplicação de vermífugos antes e depois da postura.

Quando a criação é bem manejada, podem ser aproveitados tanto os ovos e as carnes dos marrecos para consumo quanto as penas e as plumas para artesanato e enchimento de travesseiros e edredons, além dos dejetos – como adubo para hortas ou insumo para a piscicultura. Em contato com a água, as fezes dos marrecos possibilitam a formação de micro-organismos que são consumidos pelos peixes.

Para garantir o sucesso da criação, machos e fêmeas devem ser selecionados e não podem ser consanguíneos, para evitar má formação de filhotes. Raças são melhoradas quando há cuidados na seleção de animais sadios, ágeis e sem defeito para reprodução. Até os dois meses de idade, o pouco som que emite distingue o marreco da marreca, que grasna com frequência. Entre as aves adultas, além do modo de grasnar, a distinção está na presença de uma pena enrolada na cauda do macho.

Uma prática que acelera o crescimento das aves é o uso de lâmpadas acesas no viveiro durante a noite. Com a iluminação permanente, os filhotes dormem menos, se alimentam ao longo da madrugada e, assim, se desenvolvem mais rapidamente. Ao mesmo tempo, ficam aquecidos enquanto não contam com as penas.

RAIO X
>>> CRIAÇÃO MÍNIMA: um casal
>>> CUSTO: de R$ 80 a R$ 100 é o preço do casal da raça pequim
>>> RETORNO: um ano
>>> REPRODUÇÃO: em média, 180 ovos por ano

MÃOS À OBRA
>>> INÍCIO Com um marreco e uma fêmea pode-se começar a criação. As aves devem ser adquiridas de criadores idôneos e, de preferência, com indicação. Há cerca de 15 raças, como rouen, mallard, cayuga e pompom, mas a pequim, de crescimento rápido, é a mais indicada para a produção de carne e ovos. A fêmea chega a pesar 3,6 quilos e o macho 4 quilos. Oriunda da Índia Oriental, a corredor-indiano também é indicada para obtenção de ovos. Com três variedades de cores, o macho da raça pode pesar até 2 quilos e a fêmea 1,8 quilo.
>>> AMBIENTE Os marrecos têm boa capacidade de adaptação em ambientes diversos. Podem ser criados em chácaras, sítios, fazendas e até em espaços ociosos no quintal de residências. Contudo, a instalação de um lago pequeno ou um tanque com 1 metro quadrado e 20 centímetros de profundidade é importante para aumentar a fertilidade das aves aquáticas. Siga as instruções para combater o mosquito da dengue, como trocar a água regularmente. A boa higiene contribui para assegurar a saúde dos marrecos.
>>> ESTRUTURA Sarrafo de madeira, tela de arame, pregos e telhas de amianto ou de barro são necessários para construir um abrigo para os marrecos dormirem e se protegerem da chuva e do sol forte, além de acomodar os ninhos. Caso haja materiais disponíveis no local, como sapê e bambu, eles podem ser aproveitados para reduzir custos. São recomendadas área mínima de 1,5 metro quadrado por ave e altura de 60 centímetros para o cercado.
>>> CHOCADEIRA Como as marrecas não se empenham em chocar os próprios ovos, é preciso ter uma chocadeira elétrica ou recorrer a amas. O preço do equipamento (600 reais, em média) e o consumo de energia elevam os custos da criação, que podem ser compensados com o uso de instalações simples.
>>> ALIMENTAÇÃO Forneça ração balanceada de três a quatro vezes por dia aos marrecos, exceto para os reprodutores, que têm refeições apenas duas vezes por dia para não engordar e prejudicar a postura. Como complemento, ofereça hortaliças como folhas verdes, frutas, farelos e legumes. A adição de pedriscos aos alimentos ajuda a trituração e a digestão da comida. Os marrecos têm o hábito de comer e beber água ao mesmo tempo. Mantenha o bebedouro longe do comedouro para evitar o desperdício de ração.
>>> REPRODUÇÃO Os marrecos iniciam a fase de reprodução entre 6 e 8 meses de vida. As fêmeas conseguem botar, em média, 180 ovos por ano, dependendo da variedade e se alimentadas com ração balanceada. A produtividade, no entanto, cai se as refeições se resumirem a restos de comida e milho. Apesar de a primavera ser a melhor época para a postura, a raça pequim só deixa de por ovos durante a muda de penas. Chocadeiras elétricas ou amas devem ser usadas para chocar os ovos, que levam de 28 a 30 dias na incubação, em lugar das marrecas que não se dedicam à prática.

fonte: revistagloborural.globo.com

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Cisne une beleza e rusticidade – Como Criar

| Cisne, Como Criar | 2 de agosto de 2012

Usada para ornamentação de ambientes, a bela ave aquática tem manejo fácil e barato


De porte elegante e movimentos graciosos, o cisne é uma das mais lindas espécies para ornamentação de ambientes ao ar livre, como jardins e parques públicos e espaços em propriedades privadas. Além disso, como é uma ave fácil de lidar, graças a sua rusticidade, a criação apresenta baixo custo e pode se tornar lucrativa mesmo para quem não tem larga experiência no ramo.

Embora não seja tão dócil quanto outras aves aquáticas, sobretudo quando se sente ameaçado e durante a época de reprodução, o cisne não exige muitos cuidados. Alimento, pastagem, um pequeno abrigo à margem de um lago e aplicação de vermífugos uma vez por ano são condições mínimas para o manejo de um casal. A criação pode ser consorciada com a de peixes, como tilápias e carpas.

Pertencente à mesma família do ganso, o cisne tem pescoço mais longo e patas mais curtas que o “primo”. Chega a medir mais de um metro de comprimento e cerca de dois metros de envergadura das asas. Vive por muitos anos e raramente fica doente. Em cativeiro, o cisne atinge, em média, 25 anos de idade.

Enquanto que na água ele se movimenta com facilidade e rapidez, em terra apresenta movimentos mais desajeitados. Apesar da difícil distinção entre os gêneros, os machos, com peso que vai de seis a pouco mais de oito quilos, são um pouco maiores que as fêmeas, que têm aproximadamente cinco quilos. Ambos também emitem sons diferentes.

Algumas espécies apresentam carúnculas (verrugas vermelhas) perto dos olhos, como o cisne-branco, que tem bico avermelhado, e o cisne-de-pescoço-negro, cujas patas são vermelhas e o bico azulado. Entre os que não possuem essa deformação na face estão o selvagem cisne-castor (com bico negro e amarelo) e o negro-da-austrália, que possui penas e patas negras, além de contar com um bico vermelho-carmim, sendo a ponta branca.

As espécies são descendentes de aves selvagens que foram domesticadas a partir da Idade Média. O cisne-branco, originário da Europa, e o negro, da Austrália, são as espécies que mais têm demanda no mercado nacional. Em geral, os exemplares de plumas brancas são mais caros, pois têm um índice de reprodução mais baixo: são sete ovos em apenas uma postura anual. No caso do cisne-negro, são três ou quatro posturas por ano, cada uma com entre três e cinco ovos. Após a formação do casal, a ave não se separa mais do companheiro. O acasalamento ocorre na água: o macho e a fêmea nadam juntos e mergulham a cabeça e o pescoço na água por várias vezes seguidas. Depois, de frente um para o outro, esticam o peito e abrem as asas, chegando quase a flutuar fora d’água.

As aves brancas são geralmente mais caras, pois se reproduzem com menor velocidade, tendo apenas uma postura anual

RAIO X
CRIAÇÃO MÍNIMA: um casal
CUSTO: o preço do casal de cisnes-negros varia de R$ 2,5 mil a R$ 2,8 mil e o de brancos de R$ 6 mil a R$ 6,5 mil
RETORNO: três anos
REPRODUÇÃO: o branco tem uma postura por ano e o negro de três a quatro

MÃOS À OBRA
>>> INÍCIO Para começar a criação de cisne, um casal é suficiente – a fêmea tem vários filhos, que chegam à idade adulta em um ano. Para baratear o custo de implantação, pode-se comprar aves jovens, que custam menos – mas elas só entrarão em reprodução com três anos de vida. Quando se adquire adultos já em idade de acasalamento, o retorno do investimento é mais rápido.
>>> AMBIENTE Como é uma ave rústica, o cisne se adapta bem a diferentes condições climáticas. O importante é que o local de criação apresente um lago com água de boa qualidade.
>>> INSTALAÇÃO É indicado um pequeno abrigo para proteger a ave da chuva e do sol forte. Aproveite tábuas e pregos existentes na propriedade para montar a instalação. Entre as madeiras, mantenha um espaço para que o cisne tenha um amplo ângulo de visão, para se defender dos predadores. Dentro dela também deve ser acomodado o ninho para a reprodução.
>>> LAGO Contar com um ambiente aquático é essencial para a criação de cisne. Pode ser um lago já existente no local ou um tanque construído com estrutura adequada para o banho e a reprodução da ave. O lago artificial para um casal de cisnes deve ter, no mínimo, dois metros de largura por dois de comprimento e 70 centímetros de profundidade.
>>> ALIMENTAÇÃO Forneça ração balanceada e vegetais. Para os filhotes, sirva ração inicial para pintos de um dia; para as aves jovens, ração de crescimento; e, para as adultas, ração de postura. Os comedouros devem ser suspensos e instalados à beira do lago ou do tanque artificial, ao alcance da ave, sem que ela necessite sair da água para se alimentar. Instale uma cobertura para evitar que a comida fique exposta ao sol e à chuva, evitando assim a fermentação dos alimentos.
>>> REPRODUÇÃO O cisne inicia o período de reprodução aos três anos de idade. O branco tem uma postura por ano, que gera sete ovos, e o negro de três a quatro posturas, com entre três e cinco ovos em cada uma. A fêmea é responsável pelo choco dos ovos – em ninhos feitos com a própria penugem da barriga e do peito, instalados perto da água ou até em buracos na terra úmida. Ela também gosta de juntar palha e galhos, sendo a taboa um dos materiais preferidos para fazer ninhos. Em 35 dias, os filhotes nascem cobertos de penugem e, pouco depois, já começam a nadar e a mergulhar. Aos seis meses de idade, recomenda-se solicitar a um veterinário fazer cirurgia em uma das asas dos filhotes, para impedir que alcem voos altos.

fonte: revistagloborural.globo.com

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Codorna – Como Criar

| Codorna, Como Criar | 2 de agosto de 2012

Boa poedeira e fácil de lidar, a pequena ave é uma opção certeira para quem tem pouca experiência com criações

Algumas criações são versáteis na oferta de produtos que podem trazer um bom retorno ao produtor. No caso das codornas, a venda de ovos é a opção mais indicada para quem não quer investir muito, tem pouco espaço na propriedade e pretende ingressar em uma atividade fácil.
Essas aves pequenas oferecem carne saborosa, porém, os ovos in natura, cozidos ou em conservas, encontram demanda em qualquer ponto-de-venda de alimentos, de mercearias a restaurantes. Com pouco colesterol e muita proteína, vitamina B1 e B2 e nutrientes como ferro, fósforo e cálcio, os ovos são produzidos diariamente e por longo período pelas codornas. A postura pode passar de dois anos, mas o primeiro ano é o mais produtivo.

A criação de codornas para reprodução, por sua vez, tem custo mais alto. Um dos fatores que encarecem a atividade é o uso de chocadeiras. Como as aves não chocam os próprios ovos quando vivem em cativeiro, o criador tem de recorrer a amas ou a esses equipamentos para garantir que nasçam os filhotes.

Fáceis de manusear, de rápido crescimento e produtivas, as codornas são ótimas para criadores inexperientes. Mas é claro que toda criação exige um mínimo de cuidado, por isso é importante que as aves sejam de boa procedência, tenham à disposição alimento de qualidade, vitaminas e medicamentos, se forem necessários, e vivam em ambiente limpo e livre de doenças.

Codornas podem ser criadas até em quintais de residências, desde que isso ocorra em estruturas apropriadas. Um pequeno galpão ou uma garagem inutilizada são outras alternativas para abrigar as gaiolas das aves. Feitas de arame galvanizado, elas devem ser dispostas nos sistemas de bateria: uma fica em cima da outra.

É fundamental que os ambientes sejam protegidos de correntes de ar, mas apresentem boa ventilação. As melhores regiões para a criação são aquelas sem grandes oscilações climáticas e elevadas taxas de umidade relativa do ar. Embora sejam resistentes, as aves preferem clima estável, com temperatura média de 25 graus. Elas não gostam de tomar sol ou receber vento diretamente.

Para obter uma renda extra, o criador ainda pode vender esterco para floriculturas e hortas. No caso de criação para o abate, restos como ossos, cabeça, pata, penas e vísceras são matérias-primas para a produção de sabão, ração e óleo. Mas é bom lembrar que somente frigoríficos credenciados pelos sistemas de inspeção estão permitidos a executar o trabalho de abate.

RAIO X
CRIAÇÃO MÍNIMA: seis fêmeas e um macho para produção de ovos
CUSTO: uma ave adulta da raça japonesa custa cerca de 5 reais
RETORNO: a partir de dois meses de idade, as aves começam a botar diariamente
PRODUÇÃO DE OVOS: uma unidade diária no período de postura

MÃOS À OBRA

GAIOLAS já vêm com declive para o deslizamento dos ovos


INÍCIO - adquira aves de criadores com referência. A raça mais indicada para postura é a Coturnix coturnix japonica, ou japonesa, que pesa de 100 a 250 gramas. Ela é bastante precoce e apresenta alta produtividade. Para consumo doméstico, pode-se começar um plantel com seis fêmeas e um macho. Se a intenção for ganhar escala e rentabilidade em um pequeno comércio, a criação deve começar com 10 mil aves.
AMBIENTE - as avezinhas não necessitam de muito espaço, mas recomenda-se que o local onde serão mantidas permita a ampliação da criação. É importante que seja arejado e claro, mas sem corrente de vento, umidade ou incidência direta do sol. Galpões com pé-direito entre 2 e 2,3 metros de altura são adequados para a criação, devendo contar com janelas que fiquem acima da gaiola mais alta da bateria. O mais indicado é cobertura com telhas de barro e piso queimado ou de cimento, com pequena declividade para facilitar a limpeza.
GAIOLAS - em lojas de produtos agropecuários, podem ser compradas gaiolas próprias para a criação. Muitos modelos possuem comedouros e bebedouros que já fazem parte da armação feita de arame galvanizado. O uso de gaiolas de madeira é uma boa alternativa para regiões mais frias. As medidas indicadas para o criador que está começando são de 30 x 30 x 30 centímetros e de 12 a 15 centímetros de altura. Monte baterias de três a quatro gaiolas, uma ao lado da outra. Elas já vêm com extensão com declive para o deslizamento do ovo e compartimento embaixo da base gradeada, para que as fezes fiquem acomodadas e não tenham contato com os pés das aves.
ALIMENTAÇÃO - para cada fase de vida da codorna indica-se um tipo específico de alimentação. Nos primeiros 15 dias, dê ração inicial, e, dos 16 aos 50 dias de vida, a de crescimento. A partir daí, forneça apenas ração de postura. As trocas de alimentação devem ser feitas aos poucos, mantendo-se a marca do produto oferecido para evitar mudanças no metabolismo. Em média, cada ave adulta consome 25 gramas de ração por dia.
PRODUÇÃO - consideradas ótimas poedeiras, as codornas iniciam a fase de postura ao atingir entre 50 e 60 dias de vida. Daí em diante, as aves botam ovos diariamente por dez meses seguidos, com intervalo de dois meses para a muda de penas. Cada codorna gera de 250 a 300 ovos no primeiro ano, quantidade que diminui no ano seguinte

fonte: revistagloborural.globo.com

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Saíra – Como Criar

| Como Criar, Pássaros | 2 de agosto de 2012

Cobertas com penas de cores variadas e vivas, as pequenas aves têm preço de venda elevado e podem participar de exposições e concursos

Pássaros, em geral, causam fascínio pela variação de cantos naturalmente afinados que saem de suas pequenas gargantas. Mas há também aqueles que enchem os olhos de quem os vê pela exuberância das cores que tingem suas penas. Desse grupo fazem parte as diversas espécies de saíras, algumas das quais em extinção por conta da destruição de seu hábitat na natureza, mas que podem aproveitar a atividade de criação em cativeiro como um meio para preservar e ampliar a população.

Presente em sua maioria em matas fechadas, da Argentina à América Central, as aves saíras têm manejo disseminado em países europeus e nos Estados Unidos. Aqui, ao contrário, é baixo o número de criadores da ave registrado no Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, órgão do governo federal responsável pela fiscalização ambiental em território nacional. Como todo animal silvestre e exótico, as variedades de saíras podem ser criadas somente com autorização do Ibama.

Contudo, essas belas aves estão despertando um interesse crescente promovido por seu potencial econômico. Os preços podem variar bastante de acordo com a espécie, época do ano, disponibilidade, entre outras condições da saíra no momento da venda. No entanto, de modo geral, os exemplares têm custo elevado no mercado, com valor a partir de R$ 600 cada. As aves ornamentais ainda podem participar de exposições e concursos.

A atividade também é atraente pela facilidade em lidar com as saíras em cativeiro, embora tenha como exigência mínima o bom conhecimento do criador da espécie a ser manejada. Assim como a maior parte dos pássaros, as saíras não gostam de frio nem de vento. Dependendo da espécie, elas necessitam contar com alimento de boa qualidade disponível o tempo todo.

Frugívoras, as saíras gostam de comer maçã, mamão, laranja, goiaba, caqui, banana e frutas da época. As aves possuem bico cônico, com comprimento entre 12 e 14 centímetros e peso que oscila de 18 a 26 gramas.

Entre as variedades que existem, há algumas que vivem em bando ou até em colônias mistas, enquanto outras não aceitam que machos e fêmeas dividam o mesmo ambiente, seja em uma gaiola ou viveiro. Os casais se juntam apenas para realizar o acasalamento, mas logo após devem ser separados para evitar que um machuque o outro. Primavera e verão são as estações quando ocorre a reprodução das aves.

RAIO X
CRIAÇÃO MÍNIMA: pode iniciar com um casal, mas para a atividade comercial são recomendados 20 casais de espécies diferentes
CUSTO: o preço de cada ave é a partir de R$ 600
RETORNO: após um ano
REPRODUÇÃO: 2 a 3 posturas por ano

MÃOS À OBRA

INÍCIO - para comprar espécies de saíras no comércio varejista, certifique-se de que o estabelecimento possui registro no Ibama, cujo número pode ser verificado na nota fiscal da venda. Procure também por referências de criadores experientes, que podem ser fornecedores ou auxiliar com dicas de locais para a aquisição das aves.
VARIEDADES - as variedades de saíras mais criadas no país são sete-cores (Tangara seledon); bico-fino (Dacnis cayana); sapucaia (Tangara peruviana); preciosa (Tangara preciosa); militar (Tangara cyanocephala); saíra-beija-flor (Cyanerpes cyaneus); saíra-tucano (Chlorophanes spiza); e saíra-princesa (Tangara desmaresti). Elas apresentam ótima reprodução em cativeiro. Mas há também outras espécies, como paraíso (Tangara chilensis); pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa); saí-andorinha (Tersina viridis); cabeça-azul (Tangara cyanicollis); e diamante (Tangara velia); entre outras.
AMBIENTE - pássaros gostam de locais com temperatura amena e sem correntes de ar. As saíras não são diferentes e se adaptam muito bem em viveiros plantados e em gaiolas instaladas em ambientes de clima agradável. Em viveiros plantados – com arbustos ou árvores vivas -, no entanto, há dificuldade para realizar a limpeza, a qual é necessária na criação de aves frugívoras.
GAIOLAS - as medidas indicadas para as gaiolas são de, no mínimo, 1,20 metro x 0,60 metro x 0,60 metro. Elas devem ser de material galvanizado ou de tinta epóxi e contar com uma divisória, pois há algumas espécies cujos machos e fêmeas só ficam juntos na hora do acasalamento. Duas variedades que apresentam essa característica são a saíra-tucano e a sete-cores. Disponibilize também um ninho tipo taça de 8 centímetros, semelhante ao destinado para a criação de curió. Para a saíra-pintor, o ninho deve ser em formato de caixa, como o usado para periquitos.
CUIDADOS - a água para as saíras beberem deve ser filtrada e renovada diariamente em bebedouros limpos. Como as aves gostam de se banhar, disponibilize à parte uma banheira de plástico com água própria para pássaros, que pode ser adquirida em lojas de produtos agropecuários.
ALIMENTAÇÃO - as saíras devem ser alimentadas em cativeiro com rações específicas encontradas no mercado em diversas marcas. São rações extrusadas (grãos pequenos) e farinhadas à base de frutas. Como são frugívoras, forneça também frutas, principalmente mamão e banana, além de insetos, que são muito importantes para as aves na época da reprodução.
REPRODUÇÃO - com um ano de vida, as saíras já podem iniciar a reprodução. Primavera e verão são as duas estações do ano ideais para a procriação. Em cada temporada, a média é ocorrer de 2 a 3 posturas, que exigem 13 dias de incubação. Os filhotes são separados da mãe aos 35 dias de vida.

fonte: revistagloborural.globo.com

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Canário-belga – Como Criar

| Como Criar, Pássaros | 1 de agosto de 2012

Com belas cores e talento para cantar, o passarinho pode ser uma boa fonte de lucros. Ou uma interessante terapia.


Existem mais de 400 cores de canários reconhecidas no mundo. Mas é a amarela, da linhagem belga, a mais popular por aqui. A busca por novas e diferentes tonalidades e combinações é um dos principais objetivos de boa parte dos criadores, que também se interessam pela definição do porte do pássaro. Apresentação em exposições e melhoramento genético da raça são outras finalidades da criação comercial do canário, que ainda desperta a atenção pelo seu belo canto.

A origem do canário-belga é, obviamente, a Bélgica. No entanto, apenas a linhagem a que ele pertence é que veio de lá, pois os antepassados dos exemplares dessa e de outras variedades têm raízes nas ilhas Canárias, um arquipélago do Atlântico junto ao continente africano. Os canários-do-reino, por exemplo, são da mesma espécie do belga, mas ganharam essa denominação por que as aves costumavam chegar ao Brasil vindas do ‘reino’ de Portugal. Já o canário-da-terra, sim, faz parte de uma outra espécie, nativa do Brasil.

Pertencente à família dos Fringilídeos, o canário-belga mede entre 14 e 15 centímetros da ponta do bico à extremidade da cauda. A cabeça é pequena e estreita, as pernas longas, o peito arredondado e cheio. A plumagem é compacta e lisa, sem frisos. Como é um animal de origem estrangeira, a criação não precisa de autorização do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis.

O canário não dá trabalho. Exige pouco espaço, e sua criação pode ser mantida na cidade ou em áreas rurais, servindo até como terapia para algumas pessoas. Entretanto, como é pequeno e frágil, demanda cuidados no manejo. Quando em grupo, os pássaros podem ser acomodados em viveiros; casais podem ficar em gaiolas separadas. As gaiolas mais recomendadas são as de arame galvanizado, que podem ser encontradas facilmente no varejo.

Apesar de vulneráveis a doenças respiratórias, os canários logo se curam se prontamente tratados com medicamentos vendidos em lojas especializadas. Mas é preciso separar o pássaro doente, no caso de enfermidades mais prolongadas. É recomendável manter limpo o local de criação e fora do alcance do sol e do vento. Para evitar acúmulo de sujeira e falta de ventilação, mantenha a posição da gaiola a dois centímetros da parede.

Raio X
CRIAÇÃO MÍNIMA: três casais
INVESTIMENTO INICIAL: 1.400 reais (aves, gaiolas e equipamentos)
RETORNO: 18 meses
REPRODUÇÃO: três posturas por ano, cada uma com quatro crias em média

Mãos à obra
INÍCIO – comece a atividade com apenas três casais de canários-belgas (320 reais cada casal) e com a finalidade da criação definida. Se, por exemplo, a intenção for participar de concursos e exposições, é indicado escolher pássaros com cores predeterminadas. No entanto, seja qual for o interesse pela criação, os canários devem ser saudáveis, jovens, com plumagem brilhante, pés sem inchaço e respiração silenciosa. Uma gaiola para cada casal é o suficiente, mas é bom adquirir mais unidades de reserva para os futuros filhotes.
AMBIENTE – o local de criação precisa ser bem arejado e contar com boa incidência de luz. Recomenda-se manter a temperatura em torno de 25 graus e a umidade relativa do ar a 60%.
GAIOLAS – as medidas adequadas para as gaiolas são 80 x 50 x 60 centímetros. Os modelos retangulares, com mais espaço, são os mais indicados. Devem possuir suportes do lado de fora para encaixar bebedouros e comedouros. Do lado de dentro, devem ter uma grade vertical removível, para separar o macho da fêmea fora do período de cruzamento. É importante que o piso seja uma grade sobressalente sob uma bandeja, que pode ser forrada com papel absorvente ou com folhas de jornal, o que torna a limpeza mais prática.
ACESSÓRIOS – os poleiros devem ser de madeira, com ranhuras e elípticos, com dez a 12 milímetros de diâmetro e ligeiramente achatados. Para os bebedouros e comedouros, escolha os do tipo meia-lua. Utilize três comedouros, pois os canários fazem três refeições diferentes durante o dia. Evite o acúmulo de sujeira nos bebedouros com lavagem diária, utilizando bucha e água corrente.
HIGIENE – limpe diariamente as gaiolas e troque o forro do piso. Desinfete os poleiros e retire todas as fezes da gaiola, pois sua presença pode causar coccidiose, doença que leva a mortalidade elevada no plantel. A umidade excessiva, bem como correntezas de ar, pode causar problemas e doenças respiratórias.
ALIMENTAÇÃO – para alimentar o canário-belga não há muito segredo. Ovo cozido, couve, almeirão, alpiste e também ração balanceada podem ser oferecidos na primeira fase da vida. Ração especial para os filhotes pode ser encontrada no varejo. Abasteça os comedouros para que os pais mastiguem e, em seguida, regurgitem essa pasta na garganta dos passarinhos.
REPRODUÇÃO – o período entre agosto e dezembro é o mais propício para a reprodução, cujo ciclo demora cerca de um mês. Os canários chegam a gerar até oito filhotes nessa época. As fêmeas gostam de fazer ninhos para as crias, por isso coloque fios de estopa ou aniagem ao alcance delas. A grade divisória da gaiola pode ser removida logo que a canária iniciar a montagem do ninho. Assim que forem chocados os ovos, troque o ninho para impedir que fungos e piolhos se alojem no material.

Fonte: revistagloborural.com.br

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Galo índio gigante – Como Criar

| Como Criar, Galinha/Galo | 31 de julho de 2012

Utilizada como matriz reprodutora ou ornamental, a ave é a “prima” do galo de briga que dá lucro

A rinha de galos é uma atividade ilícita, proibida por lei. No entanto, a criação de aves combatentes pode ter finalidades nobres, muito distantes da contravenção. Grandes e robustas, elas também são excelentes na transmissão de genes aos descendentes. O galo índio gigante – uma variedade rústica como as aves caipiras – surgiu justamente do cruzamento de raças combatentes com galinhas domésticas.

Ótimo reprodutor de frangos precoces e com alto rendimento de carne, o índio gigante também confere às suas galinhas mais produtividade em ovos ricos em proteínas. A beleza das penas sobrepostas e a variedade de cores são outras características atraentes, que destacam a ave como exemplar ornamental ou na participação de concursos.

Criado à base de boa alimentação, o galo pode chegar a pesar seis quilos e medir 80 centímetros – há exemplares que crescem até cerca de um metro de altura. Forte e dono de boa musculatura, ele tem instinto agressivo, por isso não deve ser criado junto com outro macho da raça após os seis meses de vida. Nos tratos diários, no entanto, é dócil e fácil de lidar.

A criação do índio gigante não requer muita infra-estrutura. Numa área de cinco metros quadrados, prevendo a procriação das aves, pode ser alojado um terno – um macho para duas fêmeas. Além disso, a variedade é resistente, exigindo poucos cuidados dos criadores, fazendo com que a atividade não necessite de grandes investimentos. A criação doméstica tem a vantagem de oferecer aves mais saudáveis, livres de antibióticos. A produção de pequenos plantéis pode atender à demanda da vizinhança.

A ave, porém, permite que se trabalhe com maior escala de produção, bastando ampliar as instalações lembrando de manter separados os machos adultos.

Raio X
CRIAÇÃO MÍNIMA: um terno (um galo e duas galinhas)
INVESTIMENTO INICIAL: na faixa de 500 a mil reais
CUSTO: preço da ave de 15 dias oscila entre 15 e 20 reais; de sete a dez meses, vai de 100 a 150 reais; e com 14 meses sai a 200 reais
REPRODUÇÃO: entre 100 e 180 ovos por ano
RETORNO: em 14 meses, as fêmeas da segunda geração estarão em postura e os machos prontos para serem matrizes ou ir para o consumo

Mãos à obra

A CRIAÇÃO doméstica tem a vantagem de oferecer aves mais saudáveis, livres de antibióticos
INÍCIO – comece a pequena criação com pintinhos de 15 dias de vida, pois nessa fase são menos exigentes com calor e já foram vacinados. A compra de aves adultas é boa opção para quem quer acelerar a reprodução. Para não arriscar a ter problemas de consangüinidade, a regra é comprar aves sem parentesco até quatro gerações atrás.
AMBIENTE – a espécie se adapta bem a lugares pequenos, desde que sejam limpos e com pouca incidência de ventos. As aves ficam bem instaladas em fundo de quintais, em sítios, chácaras e propriedades rurais. Utilize um galinheiro de cinco metros quadrados por dois metros de altura, com orientação leste-oeste.
ESTRUTURA – a rusticidade do animal permite aproveitar sobras de madeiras, além de pregos e tela de arame para construir um galinheiro comum. Como é essencial proteção contra ventos fortes, levante duas paredes perpendiculares de alvenaria. As outras duas podem ser de tela e contar com cortinas. Use telhas de barro para cobertura e, como piso, cimento ou chão batido. Mas forre com maravalha, palha de arroz ou outros materiais que absorvam os dejetos das aves.
POLEIROS – feitos de ripas, pedaços de madeira ou galhos de árvore, os poleiros são o local de descanso. Devem ser montados em níveis, distanciados por 60 centímetros, em base triangular de um metro de altura. Os ninhos podem ser improvisados com pneus ou balaios de palha. Se forem de madeira, as medidas são 30 centímetros quadrados e 20 centímetros de altura. Dentro, coloque palha ou capim seco.
ALIMENTAÇÃO – a ração para o índio gigante é a mesma utilizada para outras criações de galinhas. Porém, para o pleno desenvolvimento das aves, o importante é assegurar o fornecimento de alimento com qualidade, que pode ser comprado em lojas de produtos agropecuários. Lembre-se que o milho é indispensável, e verduras (exceto a alface) são ótimas como complemento.
REPRODUÇÃO – Entre sete e oito meses de vida, a ave atinge a maturidade sexual. As galinhas botam geralmente de 100 a 180 ovos por ano. Para os criadores iniciantes, recomenda-se a incubação de todos os ovos das primeiras posturas, para formar, com a segunda geração, um plantel de, pelo menos, 20 galinhas. O galo atinge o peso de quatro quilos em um ano, mas pode chegar até seis quilos.
VACINAS – Logo que os pintinhos nascem, aplique a vacina contra a doença de marek. Simultaneamente, indica-se vacinação para prevenir a bouba aviária e a doença de newcastle. Repita a medicação em 20 dias. Para a newcastle, siga programação periódica, segundo veterinário.

Fonte: revistagloborural.globo.com

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Ganso – Como Criar

| Como Criar, Ganso | 31 de julho de 2012

Fonte de carne nutritiva e saborosa, além de ovos e penas, a ave também serve à ornamentação e à vigilância

O aumento da demanda mundial por alimentos saudáveis tem favorecido as carnes de aves. Acessíveis, saborosas, de textura leve e preparo fácil, são consumidas em larga escala nos quatro cantos do planeta, especialmente o frango. Uma das opções para quem quer escapar do frango são os gansos, que têm custo de manutenção barato, oferecem bom retorno de vendas e não exigem grandes investimentos aos iniciantes.

Desde que seja um local ao ar livre e que haja água disponível para o banho, gansos de raça pura podem ser criados até em quintais de residências. Animais resistentes, eles raramente ficam doentes. Além de bom rendimento de carne, também fornecem ovos nutritivos para consumo. As penas e plumas podem ser usadas para encher travesseiros, edredons e, sobretudo, como adorno de roupas e fantasias em época de carnaval. Uma vez por ano, no período de muda, elas se soltam sozinhas do corpo dos gansos.

Contudo, quando se trata da raça chinês-branco, a vigilância é o principal motivo pela sua demanda. Muito comum por aqui, esse ganso, que também é bom para capinar e espantar bichos invasores, grasna ao menor barulho que ouve ou movimento que avista. Não é por menos que ele é conhecido popularmente como sinaleiro. O chinês, que também é encontrado na variedade parda, possui pernas e patas alaranjadas e os machos, uma saliência mais volumosa na cabeça. Aos quatro meses, a ave pode atingir quatro quilos e, quando adulta, a faixa dos oito quilos.

As gansas caipiras são ótimas para chocar ovos das fêmeas de raça pura


Entre as 12 raças existentes no país, há de exóticas a raras. A toulouse pode chegar a 15 quilos de peso. Tem plumas que variam do cinza-claro ao cinza-escuro. A embden, de origem alemã, possui olhos azuis e penas totalmente brancas. Já o africano tem coloração cinza-clara, bico preto, papada e um risco escuro, que vai da cabeça às espáduas. De plumas frisadas, a sebastopool se caracteriza pela boa produção de ovos na primeira postura. A gravata, ou ganso-do-canadá, se distingue pela faixa branca em volta do pescoço preto. A caipira, proveniente de cruzamentos aleatórios, é a menor entre todas. Os gansos mais difíceis de encontrar são o canadense, o havaiano e o magpie goose.

Diferente do pato e do marreco, o ganso possui pescoço mais longo. De porte elegante, a ave vive até 15 anos e adapta-se bem em espaços pequenos e em instalações simples, feitas de materiais reaproveitados da propriedade. É necessário que haja um cercado para evitar fugas e um abrigo de tamanho suficiente para proteção contra sol muito quente, chuva intensa e vento forte. Um pequeno lago, tanque ou uma área com água limpa é essencial para as aves aquáticas, que precisam de banhos diários para manter a saúde.

Raio X
CUSTO INICIAL: filhotes custam a partir de 40 reais
CRIAÇÃO MÍNIMA: um casal
INVESTIMENTO INICIAL: 80 reais a dupla de aves e mais 20 a 30 reais a ração para o primeiro mês
RETORNO: de oito meses a um ano
REPRODUÇÃO: em média, 20 ovos no primeiro ano divididos em duas posturas, que ocorrem entre julho e dezembro

Mãos à obra
INÍCIO - Há várias criações de diferentes raças de gansos, o que amplia o leque de escolha de exemplares para iniciar a atividade. Porém, é importante ter referências do vendedor. Pode-se começar com apenas um casal, mas antes da compra leve em consideração se o objetivo é desenvolver os animais para ornamentação, produção de carne, ovos ou extração das penas.
AMBIENTE - Não há exigências para o local de criação de gansos. Eles vivem bem sob diferentes climas e em espaços pequenos e simples. No entanto, recomenda-se uma área com proteção contra sol e chuva, para o conforto dos animais, e outra de pasto e água, para alimentação e banho, respectivamente.
ESTRUTURA - O viveiro para criação de raça pura não precisa ser sofisticado. Monte um cercado de tela de arame, com 3 metros por 4 metros e 1,5 metro de altura. Dentro dele, construa um abrigo de 1,5 metro quadrado e cubra com telha de barro. Também disponibilize um ninho, que pode ser feito com sobras de madeira. Uma opção prática é aproveitar pneus velhos.
CUIDADOS - Como as gansas de raça pura não possuem instinto materno, é necessário cuidar dos ovos. Guarde-os inclinados e com a parte pontuda para baixo em lugar seco e com temperatura de 22 graus. Diariamente, incline cada um para o lado oposto para que a gema não grude na casca. Após dez dias, inicia-se a fase da choca. Amas, como galinha, pata ou perua, e chocadeiras elétricas são opções que dão bons resultados.
BANHO – Aves aquáticas, os gansos gostam de se banhar desde filhotes. Mas os gansinhos só devem entrar na água depois de completar 40 dias e contar com penas em 80% do corpo. Uma área, de 1 metro quadrado e com 20 centímetros ou mais de profundidade, é o bastante para a diversão das aves. A boa fertilidade dos ovos também é atribuída ao acasalamento na água.
ALIMENTAÇÃO - Os gansos são herbívoros. Pastam capim, comem folhas verdes, legumes, frutas, grãos e batata. Também se alimentam de casca de mamão, além de ervas, caracóis e minhocas que se encontram no solo. Gostam de pão amanhecido e devem receber ração de acordo com a faixa de idade.
REPRODUÇÃO - A partir dos oito meses e até os oitos anos de vida, os gansos estão aptos a procriar. Em geral, no primeiro ano, botam de 20 a 30 ovos, quantidade que pode se elevar no ano seguinte. O período de reprodução se concentra nos meses entre julho e dezembro, com postura de um ovo a cada dois dias por ave.

fonte: revistagloborural.globo.com

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